terça-feira, 19 de julho de 2011

mundos

Algures no mundo, havia uma pessoa que demonstrava ter uma pedra no lugar do coração, mas era tudo fachada. Essa pessoa sentia mais do que outra qualquer. Essa pessoa era a liberdade encarnada num ser humano. Essa pessoa odiava ser controlada, fosse em que sentido fosse e por quem fosse. A tal pessoa odiava que a criticassem, que lhe dessem lições de moral e muito menos que se metessem na vida dela.
Quando ela estava mal, a ajuda dela não era a palavra das pessoas, mas sim a enorme força que ela tinha guardada dentro dela. A força que ela tinha para ficar bem era maior que qualquer outra coisa. O mundo podia estar a cair, mas ela sorria e pensava que iria haver algo muito pior e que aquilo não era o fim do mundo.
O que ela não sabia é que ia perder uma coisa que considerava ser o mundo dela. Ela não imaginava que ia chegar o dia em que teria que passar vinte e quatro horas sem poder falar com o seu mundo. Ela não queria acreditar que nunca mais ia ver aquele sorriso nem queria habituar-se à ideia de que nunca mais iriam ter discussões idiotas por algo completamente ridiculo.
Toda a gente lhe dizia que aquele mundo estava destruído, que não tinha água, vida, luz e condições para ela, mas ela tinha vontade para insistir. Cada dia que passava, era uma batalha para ela.
Ela não se importava com opiniões, com criticas, com absolutamente nada. Ela apenas queria aquele mundo e para o ter ela era capaz de tudo. Mas isto não é a história da cinderela, e aquele mundo não ganhou vida, nem água, nem vida, nem luz e muito menos condições para ela.
Apesar disso, ela via-o como um mundo perfeito, como um modelo de um mundo em que toda a gente quer viver.
Ninguém entendia e ela não se importava com isso. Ela entendia e isso chegava-lhe.
Todos os caminhos davam para esse mundo, mas o mundo dela era diferente e outro mundo também não mudou.
Ela não deixou a vida, a água, a luz e muito menos as condições e o outro mundo não ganhou vida, água, luz nem condições.
Nada mudou e sem esforço nada se consegue, nada resulta.
O que o tal mundo não sabia é que ela dava tudo para poder pertencer-lhe. Se ela visse que aquele mundo queria, ela ultrapassava todos os obstáculos, ela conseguia lutar contra tudo.
Esse mundo também nunca irá saber que ela, ainda hoje, sente falta dele e que ela não o odeia nem consegue metê-lo de parte. Ela ama, mas nunca conseguirá ir atrás de um mundo sem saber o que acontecerá no dia a seguir. Ela nunca conseguirá querer a infelicidade desse mundo. Apesar de todas as falhas, ela quer que esse mundo consiga obter todas as condições, mesmo que seja noutro alguém. Ela gosta mais daquele mundo do que qualquer outra coisa. Mas há algo que ela tem em mente. E o que ela tem em mente é muito simples.
Mais vale um mundo sem condições, do que dois sem vida.

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